quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dever do Dia (Myrtes Mathias)

Pára de lutar, queixar, acusar,buscar razões, soluções,em mil caminhos que vão chegar ao nada,como uma porta fechada ao fim do corredor de cada tentativa.
Pára de buscar alternativas,procurar explicações.
“Deixa o assunto com o Pai”,
que tem a força e a sabedoria e confiante vai fazer o teu “dever do dia”.
Levanta os olhos até onde o olhar alcança e vê quanta falta de paz e esperança:campo branco a esperar por ti.
Começa por aqui.
Ao teu redor há um mundo de oportunidades para exercer o amor.
Mas, se nem mesmo consegues te mover, lembra que Deus habita no louvor:
pede, então, que derrame em teu coração a sua alegria
que nossa força é:
e pela fé, aí mesmo-
onde só Deus é tua Companhia –
canta essa Alegria!
Esse pode ser o teu dever do dia!-
...amanhã?-
“Deixa o negócio com o Pai”!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Deus conhece você pelo nome

Quando vejo um rebanho de ovelhas, vejo exatamente isto: um rebanho. Um monte de lã. Um monte de pastas. Não vejo uma ovelha. Vejo ovelhas.Todas iguais. Nenhuma diferente. É isso que vejo.Mas isso não acontece com o pastor. Para ele, cada ovelha é diferente. Cada rosto é especial. Cada rosto tem uma história. E cada ovelha tem um nome. A que tem olhos tristes, esta é a Tristonha. E a que tem e a que tem uma orelha erguida e a outra abaixada, eu a chamo de Oscar. E a pequena com a mancha preta na perna, ela é uma orfã que não tem irmãos.Eu chamo de José.O pastor conhece suas ovelhas. Ele as chama pelo nome. Quando vemos uma multidão, vemos exatamente isto: uma multidão.Enchendo um estádio ou inundando um shopping.Quando vemos uma multidão, vmos pessoas, não individuos, mas pessoas.Uma multidão de seres humanos. Um rebanho de rostos. É isso que vemos.Mas isso não acontece com o pastor. Para ele, cada rosto é um filho. Cada filho tem um nome. A quem tem olhos tristes, esta é a Sandra. O nome do velho com uma sombrancelha erguida e outra abaixada é Haroldo. E o jovem que manca? Ele é um orfão que não tem irmãos.Eu chamo de Joaquim.O Pastor conhece suas ovelhas. Ele conhece cada uma pelo nome. O Pastor conhece você. Ele sabe seu nome . E nunca irá esquecê-lo " Eu gravei você nas palmas das minhas mãos " ( Isaias 49:16 ).Que ideia, não? Seu nome na palma das mãos de Deus. Seu nome nos lábios de Deus. Talvez você já tenha visto seu nome em alguns lugares especiais.Gravado em uma medalha, em um diploma, ou em uma porta de madeira. Ou, talvez, já tenha ouvido seu nome na boca de algumas pessoas importantes - um técnico, uma celebridade, um professor. Mas pensar que seu nome está nas palmas das mãos de Deus e nos lábios de Deus!...Seria possivel?Escrito nas mãos de Deus. Pronunciado pela boca dele. Seu nome

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E lembra-te:Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão


Fernando Pessoa

terça-feira, 2 de novembro de 2010


METADE

OSWALDO MONTENEGRO


Que a força do medo que tenho

Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito

Não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito

Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe

Seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada

Mesmo que distante

Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo

Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas

Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos

Porque metade de mim é o que ouço

Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora

Se transforme na calma e na paz que eu mereço

Que essa tensão que me corrói por dentro

Seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que eu penso

mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,

e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso

Que eu me lembro ter dado na infância

Por que metade de mim é a lembrança do que fui

A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria

Pra me fazer aquietar o espírito

E que o teu silêncio me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo

Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta

Mesmo que ela não saiba

E que ninguém a tente complicar

Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

Porque metade de mim é platéia

E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor

E a outra metade também.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sem mandamentos
Oswaldo Montenegro


Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação

quarta-feira, 20 de outubro de 2010


Toda estrada leva

A algum lugar

Mesmo que não seja

Aonde se quer ir

É preciso escolher

É preciso decidir

Ver a direção

E, então, partir
Viajar

Alegria a cada dia

Viajar

Ter a paz por companhia

Viajar

Ter socorro sempre perto

Só Cristo é o rumo certo
Viajar

Descobrir o que é a vida

Viajar

Segurança em toda via

Viajar

Nunca mais estar sozinho

Só Cristo é o caminho